Passei a ver como ia a horta, apesar da chuva que não dava tréguas.
Levei umas cascas de ovos partidas para incomodar as lagartas e os caracóis, e um saco para a compostagem.
Esta luta com os bichos não é fácil...
As couves que estavam maiores e que pensei já estarem a salvo lá estavam comidas.
Esta e as outras couves nabo maiores do início do terceiro canteiro, até tinham limalha à volta e estavam no meio de cebolas, mas mesmo assim foram comidas.
Também dos nabos que restaram tirei uns caracóis.
Como tem estado a chover da última vez não colocámos cerveja nas armadilhas.
Mas ontem apesar da chuva lá fui então colocar cerveja nos recipientes na expectativa de controlar o desgaste.
Também coloquei umas cascas de ovos partidas, junto às couves do primeiro canteiro que estavam a começar a ser atacadas.
Os espinafres do segundo canteiro, que plantámos no fim de semana, no segundo canteiro a seguir às ervilhas, lá se vão aguentando.
E também as couves galegas ao fundo.
Mas a maior novidade é que favas e ervilhas estão a crescer com muita convicção e pujança.
Vai ser divertido acompanhar a evolução.
Com a chuva que estava só deu mais para apanhar umas ervas que estão sempre a crescer e contemplar.
O último pimento da época também está mais crescido desde o fim de semana.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
12 alfaces e 10 espinafres
Este fim de semana o tempo esteve incerto.
Períodos de Sol alternados com chuvadas vigorosas.
Por isso acrescentámos algumas pedras aos caminhos.
Experimentámos colocar, no caminho entre o canteiro 1 e 2, uma tela com 50 cms e por cima pedras do monte de desperdício.
As pedras nos caminhos confirmaram ser uma solução para tornar possível o acesso à horta nestes dias em que a terra está muito molhada e colante.
Da plantação da nossa varanda urbana levámos um espinafre selvagem que já nos proporcionou material para várias sopas e plantámos-lo no início do segundo canteiro. Se pegar bem temos argumento para vários cozinhados.
Entretanto como choveu muito a água alagou as armadilhas de cerveja.
Apesar de existirem nelas algumas lagartas, acho que a diminuta quantidade indica que não gostam tanto de cerveja aguada.
Se calhar podíamos pensar em telhadinhos para as armadilhas, mas temos de ver...
O que fizemos foi acrescentar cinza de lareira e limalha no intuito de dificultar a progressão dos rastejantes.
Ontem fomos ao mercado de S. Domingos e comprámos mais uma dúzia de alfaces e uma dezena de espinafres de folha redonda.
Foi o que plantámos hoje, logo a seguir à Fava Saloia / Cornichela e à Ervilha Maravilha Kelvedon Rasteira que temos no segundo canteiro ao fundo.
Ao que parece a mistura é boa.
Ficámos espantados foi com o facto das duas couves galegas que tínhamos plantado no início do primeiro canteiro terem sido comidas pelas lagartas.
Isto porque estão num local cheio de Cebolas e com Tomilho e agora Capuchinha ao lado, na zona onde até misturámos areia.
Acrescentámos cinza e limalha no intuito de as proteger, a ver se recuperam.
Vamos também começar a guardar as cascas dos ovos, depois de lavadas, para esta luta.
Entretanto as favas, as ervilhas e os alhos que plantámos começam a germinar e a aparecer à superfície.
O Tim soltou-se e pisou os canteiros mas parece que os estragos foram controlados.
Também começam a aparecer borboletas brancas.
Se forem as das couves temos de começar a ver como é que se faz a tal pulverização com sabão potássico.
Julgo que é uma saponária de sabão azul que se vaporiza sobre as plantas, chateia as larvas e beneficia a planta e o solo.
A seguir.
Por fim, acrescentámos uma camada de material castanho à compostagem, que fomos apanhar nas redondezas.
Períodos de Sol alternados com chuvadas vigorosas.
Por isso acrescentámos algumas pedras aos caminhos.
Experimentámos colocar, no caminho entre o canteiro 1 e 2, uma tela com 50 cms e por cima pedras do monte de desperdício.
As pedras nos caminhos confirmaram ser uma solução para tornar possível o acesso à horta nestes dias em que a terra está muito molhada e colante.
Da plantação da nossa varanda urbana levámos um espinafre selvagem que já nos proporcionou material para várias sopas e plantámos-lo no início do segundo canteiro. Se pegar bem temos argumento para vários cozinhados.
Entretanto como choveu muito a água alagou as armadilhas de cerveja.
Apesar de existirem nelas algumas lagartas, acho que a diminuta quantidade indica que não gostam tanto de cerveja aguada.
Se calhar podíamos pensar em telhadinhos para as armadilhas, mas temos de ver...
O que fizemos foi acrescentar cinza de lareira e limalha no intuito de dificultar a progressão dos rastejantes.
Ontem fomos ao mercado de S. Domingos e comprámos mais uma dúzia de alfaces e uma dezena de espinafres de folha redonda.
Foi o que plantámos hoje, logo a seguir à Fava Saloia / Cornichela e à Ervilha Maravilha Kelvedon Rasteira que temos no segundo canteiro ao fundo.
Ao que parece a mistura é boa.
Ficámos espantados foi com o facto das duas couves galegas que tínhamos plantado no início do primeiro canteiro terem sido comidas pelas lagartas.
Isto porque estão num local cheio de Cebolas e com Tomilho e agora Capuchinha ao lado, na zona onde até misturámos areia.
Acrescentámos cinza e limalha no intuito de as proteger, a ver se recuperam.
Vamos também começar a guardar as cascas dos ovos, depois de lavadas, para esta luta.
Entretanto as favas, as ervilhas e os alhos que plantámos começam a germinar e a aparecer à superfície.
O Tim soltou-se e pisou os canteiros mas parece que os estragos foram controlados.
Também começam a aparecer borboletas brancas.
Se forem as das couves temos de começar a ver como é que se faz a tal pulverização com sabão potássico.
Julgo que é uma saponária de sabão azul que se vaporiza sobre as plantas, chateia as larvas e beneficia a planta e o solo.
A seguir.
Por fim, acrescentámos uma camada de material castanho à compostagem, que fomos apanhar nas redondezas.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Quinta feira à tarde fui à horta.
Boas notícias:
As lesmas e lagartas ainda não comeram as couves e alfaces que plantámos mais recentemente!
A associação de cebolas e cenouras parece estar a dar bom resultado. Também é verdade que a zona onde fizemos essa plantação, no primeiro canteiro, foi onde colocámos areia. Será que isso também teve alguma influência?
De qualquer modo a mistura de cenouras e cebolas é unanimemente reconhecida e parece que trocam vantagens entre elas.
Embora plantadas fora de época, as sementes de Capuchinha no início do primeiro canteiro já germinaram e começam a brotar.
E também as que colocámos perto do Tomilho e da couve no final do terceiro canteiro.
Os Tomilhos também estão todos com bom aspecto e acho que esta chuva que caiu lhes deve ter sido favorável.
Os canónigos que semeámos a meio do terceiro canteiro também começaram a despontar.
As últimas couves e beterraba que plantámos no primeiro canteiro, na terra a que juntámos areia, também não foram atacadas, por enquanto, e estão com muito bom aspecto.
Retirámos dezenas e dezenas de lesmas e lagartas das armadilhas de cerveja.
É um pouco estranho, e para mim até um bocadinho nojento, mas resulta.
E parece estar a ajudar a estabilizar a população de esfomeadas de folhas tenrinhas...
Juntámos inclusivé mais três.
Dos morangueiros retirei vários caracóis.
Também juntámos a limalha e borra de café em volta das plantas mais sensíveis.
Talvez com a diminuição da voragem das lemas, algumas couves que tinham sido dizimadas parecem querer sobreviver.
Vamos a ver o que acontece.
Nabos é só sobraram três e dos outros não se vêem vestígios.
Ontem estava meio chuvoso e a terra estava muito colante.
Ainda estive a limpar mais um pouco o futuro quarto canteiro, mas a terra ficava muito colada na enxada e nas botas.
A A. teve a boa ideia de colocar mais umas pedras nos caminhos, das que estavam no monte de desperdício, o que foi fantástico para não levar a terra toda colada às botas enquanto arrancava as ervas dos canteiros.
Para além disso ficou com bom aspecto.
Boas notícias:
As lesmas e lagartas ainda não comeram as couves e alfaces que plantámos mais recentemente!
A associação de cebolas e cenouras parece estar a dar bom resultado. Também é verdade que a zona onde fizemos essa plantação, no primeiro canteiro, foi onde colocámos areia. Será que isso também teve alguma influência?
De qualquer modo a mistura de cenouras e cebolas é unanimemente reconhecida e parece que trocam vantagens entre elas.
Embora plantadas fora de época, as sementes de Capuchinha no início do primeiro canteiro já germinaram e começam a brotar.
E também as que colocámos perto do Tomilho e da couve no final do terceiro canteiro.
Os Tomilhos também estão todos com bom aspecto e acho que esta chuva que caiu lhes deve ter sido favorável.
Os canónigos que semeámos a meio do terceiro canteiro também começaram a despontar.
As últimas couves e beterraba que plantámos no primeiro canteiro, na terra a que juntámos areia, também não foram atacadas, por enquanto, e estão com muito bom aspecto.
Retirámos dezenas e dezenas de lesmas e lagartas das armadilhas de cerveja.
É um pouco estranho, e para mim até um bocadinho nojento, mas resulta.
E parece estar a ajudar a estabilizar a população de esfomeadas de folhas tenrinhas...
Juntámos inclusivé mais três.
Dos morangueiros retirei vários caracóis.
Também juntámos a limalha e borra de café em volta das plantas mais sensíveis.
Talvez com a diminuição da voragem das lemas, algumas couves que tinham sido dizimadas parecem querer sobreviver.
Vamos a ver o que acontece.
Nabos é só sobraram três e dos outros não se vêem vestígios.
Ontem estava meio chuvoso e a terra estava muito colante.
Ainda estive a limpar mais um pouco o futuro quarto canteiro, mas a terra ficava muito colada na enxada e nas botas.
A A. teve a boa ideia de colocar mais umas pedras nos caminhos, das que estavam no monte de desperdício, o que foi fantástico para não levar a terra toda colada às botas enquanto arrancava as ervas dos canteiros.
Para além disso ficou com bom aspecto.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
A propósito de processos para complicar a vida às lagartas e caracóis que nos devoram as plantações fresquinhas.
Tendo conseguido através de uns amigos obter a limalha de ferro, voltei a tentar encontrar informação sobre a sua utilização.
As únicas referências que encontrei de facto estão relacionadas com o tratamento de limoeiros e laranjeiras: colocam limalha de ferro na terra em volta do tronco para fertilizar o solo, evitar as folhas amarelas e favorecer a fotossíntese.
No entanto uma das técnicas que encontrei foi a de triturar cascas de ovo lavadas e espalha-las em redor das jovens plantações, uma vez que os pedaços de casca ficam com bicos e as lagartas não gostam de se arrastar por cima deles evitando-os.
Creio que é também essa a justificação para essa ideia que ouvi em algum momento de colocar a limalha. Trata-se de uma barreira física desmotivante para a bicharada rastejante.
Borras de café, cinzas ou farelo também têm eficácia reconhecida em vários locais que consultei.
As armadilhas de cerveja já constatámos que funcionam muito bem.
Tendo conseguido através de uns amigos obter a limalha de ferro, voltei a tentar encontrar informação sobre a sua utilização.
As únicas referências que encontrei de facto estão relacionadas com o tratamento de limoeiros e laranjeiras: colocam limalha de ferro na terra em volta do tronco para fertilizar o solo, evitar as folhas amarelas e favorecer a fotossíntese.
No entanto uma das técnicas que encontrei foi a de triturar cascas de ovo lavadas e espalha-las em redor das jovens plantações, uma vez que os pedaços de casca ficam com bicos e as lagartas não gostam de se arrastar por cima deles evitando-os.
Creio que é também essa a justificação para essa ideia que ouvi em algum momento de colocar a limalha. Trata-se de uma barreira física desmotivante para a bicharada rastejante.
Borras de café, cinzas ou farelo também têm eficácia reconhecida em vários locais que consultei.
As armadilhas de cerveja já constatámos que funcionam muito bem.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
4 de Novembro
Começa agora o acto de partilhar esta aventura da horta.
Uma experiência nova e como experiência que é, sem a certeza de ter sequência assegurada.
Quando começámos a cultivar a informação que tínhamos não era muita. Era maior a curiosidade e a vontade de ter o gosto de usufruir de produtos mais saudáveis para a nossa alimentação, do que o saber e o anseio de esgravatar a terra.
Entretanto fomos esgravatando-a e recolhendo informação em livros, em sites na net, em comentários que liamos ou ouvíamos.
Continuamos a saber muito pouco disto mas há uma coisa ou outra que vai começando a dar certo.
Também convém não ser demasiado exigente. Até agora já tivemos diversos momentos de satisfação proporcionados pelos frutos do trabalho na horta.
Mas se de início era tudo boa vontade, no decurso da experiência a coisa começou a suscitar melhorias.
Encontrámos a informação de que fazer canteiros com 1,20 m de largura, com caminhos de 0,50 m entre eles, eram medidas já experimentadas e que se fundamentavam no facto de que de um lado e outro se tem acesso a 60 cm sem necessidade de pisar a terra onde se cultiva.
Assim começámos a segunda época.
Aí percebemos também que tínhamos uma guerra pela frente. Uma ou outra alface, ou couve, ainda vá.
Uma experiência nova e como experiência que é, sem a certeza de ter sequência assegurada.
Quando começámos a cultivar a informação que tínhamos não era muita. Era maior a curiosidade e a vontade de ter o gosto de usufruir de produtos mais saudáveis para a nossa alimentação, do que o saber e o anseio de esgravatar a terra.
Entretanto fomos esgravatando-a e recolhendo informação em livros, em sites na net, em comentários que liamos ou ouvíamos.
Continuamos a saber muito pouco disto mas há uma coisa ou outra que vai começando a dar certo.
Também convém não ser demasiado exigente. Até agora já tivemos diversos momentos de satisfação proporcionados pelos frutos do trabalho na horta.
Mas se de início era tudo boa vontade, no decurso da experiência a coisa começou a suscitar melhorias.
Encontrámos a informação de que fazer canteiros com 1,20 m de largura, com caminhos de 0,50 m entre eles, eram medidas já experimentadas e que se fundamentavam no facto de que de um lado e outro se tem acesso a 60 cm sem necessidade de pisar a terra onde se cultiva.
Assim começámos a segunda época.
Começámos a elaborar os caminhos e a dividir os canteiros.
Não é ingratidão, pois já tínhamos tido boas experiências gastronómicas com as primeiras actividades, mas quisemos melhorar.
E continuámos a plantar. E a recolher.
Constatámos também que o terreno era muito argiloso. E se isso é bom para algumas plantas, para outras o facto de se tornar muito duro quando seca, dificulta o crescimento do que cresce debaixo de terra.
Para experimentar, juntámos em Outubro 50 kgs de areia lavada, comprada no Leroy Merlin, em metade do primeiro canteiro. Juntámos também algum substrato.
E aí plantámos cebolas, cenouras, alhos e beterraba. Estou convicto de vamos ter bons resultados. Inchalá...
No segundo canteiro temos agora favas e ervilhas e a outra metade com tomates e pimentos em final de época para arrancar.
No terceiro canteiro misturámos substrato à terra e plantámos alfaces de duas qualidades, couves, cenouras, nabos e alhos franceses.
E mais tarde de novo cebolas, couves e alfaces pois a lagartas comeram todas as alfaces, as couves,
os nabos e as cenouras.
os nabos e as cenouras.
Aí percebemos também que tínhamos uma guerra pela frente. Uma ou outra alface, ou couve, ainda vá.
Duas plantações inteiras era demais!
Dedicámo-nos então a esse assunto.
Plantámos Tomilho em vários locais. Semeámos Capuchinha, embora um pouco fora de época.
E instalámos várias armadilhas de cerveja que se vieram a revelar duma eficácia surpreendente; ao fim do primeiro dia, já tinham lá ficado umas trinta lagartas.
E passados dois dias outras tantas.
Regámos ainda com extrato de urtiga pois também lemos que as lagartas não gostavam do cheiro...
Também lemos que cinza e limalha de ferro inibe em parte a circulação dessas lagartas esfomeadas de plantas tenrinhas e já estamos a preparar essas novas ofensivas.
Ontem e hoje choveu bastante.
Já tenho comigo limalha de ferro para a próxima fase do confronto com as lagartas.
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